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Slow Living Matters

Viver com ansiedade rouba momentos deliciosos, de prazer e felicidade, por isso há que aprender a viver com ela e viver com calma, no agora, porque a vida nem sempre é um mar de rosas mas não é sempre escuridão.

Slow Living Matters

Viver com ansiedade rouba momentos deliciosos, de prazer e felicidade, por isso há que aprender a viver com ela e viver com calma, no agora, porque a vida nem sempre é um mar de rosas mas não é sempre escuridão.

Janeiro 04, 2021

O filme Soul da Pixar veio no momento certo das nossas vidas. 

Para quem tem conta nas redes sociais e/ou subscreve newsletters de pessoas que já encontraram o seu propósito e vendem material relativo a ele, sabem bem daquilo que vou falar.

Há uns meses atrás, passei por uma situação complicada de saúde e que me deu uma tristeza enorme. Para além disso, percebi que a minha entidade patronal é adversa a obstáculos pelo caminho, nomeada mente, a faltas, baixas e "nãos". Zanguei-me com a vida naquele momento e comecei a pensar (mais uma vez) se eu deveria estar a perder tempo com aquilo que fazia. 

Para esconder a dor que sentia, agarrei-me àquele stress, na procura da minha verdade, do meu propósito. Via todos os dias negócios e mais negócios pela Internet. Vendiam coisas tão simples e as pessoas compravam. As pessoas compram. "Caramba, por que é que eu não sou capaz?" 

Passei meses e meses à procura de respostas, até que as crises de pânico e de ansiedade tomaram conta de mim, por que eu não soube cuidar de mim. Eu estava a enterrar-se em negativismo, a sabotar-me, a tornar-me em alguém que nunca seria capaz de estar apta para descobrir o seu propósito. Tal como mostra o filme, eu era uma alma perdida.

Só depois de pedir ajuda, fui percebendo aos poucos que talvez não precisasse de descobrir o quer que fosse e devia deixar de me iludir com o que via. Percebi realmente que não gosto do trabalho que tenho e daquilo que faço mas que preciso dele para pagar contas, para poupar para outros objetivos. É isto que a maioria das pessoas faz e não deixam de fazer um bom trabalho por isso. 

Acredito que todos temos um propósito de vida, mas esse propósito não tem que ser ligado à parte profissional. 

É isso que este filme mostra e fiquei muito contente por ter tido algo que me mostrasse aquilo que tenho vindo a pensar nos últimos meses. E adorei que tivesse vindo através de uma história tão bonita, e curiosamente em formato animado. 

Ainda não sei qual é o meu propósito de vida, ou talvez até já saiba, já esteja a pôr em prática e nem me apercebo, mas que a vida torna-se mais leve quando deixamos de pensar tanto, lá isso torna-se! 

 

Soul.jpg

 

 

Janeiro 02, 2021

Um novo ano é, na nossa mente, um ponto de viragem, uma lufada de ar fresco, em que refletimos sobre tudo o que não fizemos no ano velho e em todos os objetivos que queremos concretizar no novo ano, que vem sempre envolto em esperança.

Esta viragem de ano foi e será sempre recordada de forma inesquecível. Festejou-se de forma diferente, despedimo-nos, finalmente, de um ano amargo e demos as boas vindas a um ano que queremos forçosamente que seja muito melhor!

2020 ensinou-nos a adaptarmo-nos às circunstâncias, a aceitar a alteração dos nossos hábitos, a agir de forma diferente, a sermos mais cuidadosos, cautelosos e, apesar de não termos sido brilhantes, conseguimos incutir regras inimagináveis no nosso quotidiano.

 

A aceitação é o grande passo para todas as adversidades. Lutar contra ela é tudo o que conseguimos fazer numa fase inicial, atribuimos culpa, procuramos um alvo, disparamos setas, até que não nos resta mais contra quem lutar e cedemos. 

Todos nós sabemos que vivemos num mundo manipulador. A nossa sociedade parece estar feita para colocar cada um de nós num pedestal e observar quem leva a melhor. É assim em casa, quando queremos levar a nossa opinião, ideia, etc, avante. É assim no trabalho quando queremos ser promovidos. É assim nas redes sociais, onde todos querem dar a sua opinião, seja a que custo for. É assim no poder, no governo que gere cada país. E tem sido assim à conta deste vírus. 

Julgámos numa fase inicial que este vírus nos ia transformar em melhores pessoas, mas na verdade, sentimos a necessidade de nos unir uns aos outros porque nunca tinhamos passado por uma situação semelhante. Estávamos cheios de medo. À medida que a situação foi "melhorando", quando começámos a sair de casa, a sentir que não era assim tão mau, voltámos a nós mesmos. Com o distanciamento social e com o uso de máscaras passámos a ser cada vez mais individuais, como se  o outro fosse um alvo a abater. "Será que está infetado? É melhor nem olhar para ele!"  E este distanciamento passou a outros níveis. Começámos a ficar sem paciência, a perder o respeito pelo outro, a isolarmo-nos. Ganhámos ansiedade ao querermos tanto melhores dias, a que tudo voltasse à normalidade. Ganhámos portanto uma nova doença: a perda da nossa sanidade mental.

 

Por isso é tão importante a aceitação. Aceitar que este vírus veio destruir-nos em várias vertentes mas que pode reerguer-nos e para isso, temos que estar dispostos a alterar o nosso ponto de vista, sempre na linha de pensamento que tivemos antes, de que não somos um só neste mundo.

Se me tocas e me infetas com o vírus, então também podes tocar-me e enviar-me o teu respeito, o teu amor.

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