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Slow Living Matters

Viver com ansiedade rouba momentos deliciosos, de prazer e felicidade, por isso há que aprender a viver com ela e viver com calma, no agora, porque a vida nem sempre é um mar de rosas mas não é sempre escuridão.

Slow Living Matters

Viver com ansiedade rouba momentos deliciosos, de prazer e felicidade, por isso há que aprender a viver com ela e viver com calma, no agora, porque a vida nem sempre é um mar de rosas mas não é sempre escuridão.

Janeiro 02, 2021

Um novo ano é, na nossa mente, um ponto de viragem, uma lufada de ar fresco, em que refletimos sobre tudo o que não fizemos no ano velho e em todos os objetivos que queremos concretizar no novo ano, que vem sempre envolto em esperança.

Esta viragem de ano foi e será sempre recordada de forma inesquecível. Festejou-se de forma diferente, despedimo-nos, finalmente, de um ano amargo e demos as boas vindas a um ano que queremos forçosamente que seja muito melhor!

2020 ensinou-nos a adaptarmo-nos às circunstâncias, a aceitar a alteração dos nossos hábitos, a agir de forma diferente, a sermos mais cuidadosos, cautelosos e, apesar de não termos sido brilhantes, conseguimos incutir regras inimagináveis no nosso quotidiano.

 

A aceitação é o grande passo para todas as adversidades. Lutar contra ela é tudo o que conseguimos fazer numa fase inicial, atribuimos culpa, procuramos um alvo, disparamos setas, até que não nos resta mais contra quem lutar e cedemos. 

Todos nós sabemos que vivemos num mundo manipulador. A nossa sociedade parece estar feita para colocar cada um de nós num pedestal e observar quem leva a melhor. É assim em casa, quando queremos levar a nossa opinião, ideia, etc, avante. É assim no trabalho quando queremos ser promovidos. É assim nas redes sociais, onde todos querem dar a sua opinião, seja a que custo for. É assim no poder, no governo que gere cada país. E tem sido assim à conta deste vírus. 

Julgámos numa fase inicial que este vírus nos ia transformar em melhores pessoas, mas na verdade, sentimos a necessidade de nos unir uns aos outros porque nunca tinhamos passado por uma situação semelhante. Estávamos cheios de medo. À medida que a situação foi "melhorando", quando começámos a sair de casa, a sentir que não era assim tão mau, voltámos a nós mesmos. Com o distanciamento social e com o uso de máscaras passámos a ser cada vez mais individuais, como se  o outro fosse um alvo a abater. "Será que está infetado? É melhor nem olhar para ele!"  E este distanciamento passou a outros níveis. Começámos a ficar sem paciência, a perder o respeito pelo outro, a isolarmo-nos. Ganhámos ansiedade ao querermos tanto melhores dias, a que tudo voltasse à normalidade. Ganhámos portanto uma nova doença: a perda da nossa sanidade mental.

 

Por isso é tão importante a aceitação. Aceitar que este vírus veio destruir-nos em várias vertentes mas que pode reerguer-nos e para isso, temos que estar dispostos a alterar o nosso ponto de vista, sempre na linha de pensamento que tivemos antes, de que não somos um só neste mundo.

Se me tocas e me infetas com o vírus, então também podes tocar-me e enviar-me o teu respeito, o teu amor.

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