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Slow Living Matters

Viver com ansiedade rouba momentos deliciosos, de prazer e felicidade, por isso há que aprender a viver com ela e viver com calma, no agora, porque a vida nem sempre é um mar de rosas mas não é sempre escuridão.

Slow Living Matters

Viver com ansiedade rouba momentos deliciosos, de prazer e felicidade, por isso há que aprender a viver com ela e viver com calma, no agora, porque a vida nem sempre é um mar de rosas mas não é sempre escuridão.

Setembro 30, 2020

A meditação sempre esteve presente no mundo, dizem que há mais de 2500 anos, mas hoje em dia estamos mais conscientes desta prática e deixou de ser visto como uma seita ou algo do género.

A verdade é que a meditação ajuda-nos a manter a nossa mente presente ao invés de andar a divagar em mil e uma situações do dia, do passado ou do que ainda temos que fazer. É importante para todos. Obriga-nos a parar, nem que seja por uns meros 3 minutos, e para quem sofre de problemas de ansiedade é a prática ideal para aquietar.

Se eu já pratiquei? Confesso que sim, que já tentei mas não fui persistente o suficiente. Agora que o meu corpo pede desperadamente para parar decidi lançar-vos um desafio para me ajudarem a não desistir. 

O desafio trata-se do seguinte: vou utilizar o livro "3 minutos para meditar " de Christophe André para ajudar com a prática. Não vou copiar, seria pouco ético, mas vou colocar de forma resumida o exercicio para cada dia do mês. O livro é este, se tiver ou se tiverem oportunidade de comprar é só seguir a leitura.

 

 

3minutos.jpg

A capa é linda! 

 

Vamos começar um novo mês, os dias são mais frios e sabe bem um momento zen para saborear uma manhã fresca ou uma noite de geada. 

 Alinham comigo? Começa já amanhã. 

 

 

Setembro 30, 2020

No meio de uma crise de ansiedade ou de um ataque de pânico, para além de não nos conseguirmos controlar e acalmar a mente e o corpo, ainda há uma outra preocupação: Explicar ao outro o que estamos a sentir. 

Só quem tem formação ou experiência compreende todo o processo e o que estamos a sentir naquele momento e passa a ser o nosso ansiolítico.

Mas quem nunca passou por esta sensação jamais vais compreender a 100%, por muito que tente fazer-nos acreditar nisso. E muitas frases em tentativa de aconselhamento são em vão e podem mesmo criar ainda mais ansiedade. Já para não falar de muitos acharem que estamos com uma atitude infantil, porque não há nada de especial a acontecer para estarmos naquele estado. 

E isto leva a que muitas vezes sintamos vergonha e queremos esconder ao máximo o nosso estado de saúde mental, para não ficarmos conotados de "fracos", "frágeis", entre outros e sentirmo-nos marcados, como se de repente, passássemos a ter um rótulo na testa.

Esta semana foi confrontada com esta situação. Na semana passada estive mesmo muito em baixo, ao ponto de pensar que ia mesmo enlouquecer. A minha cabeça não parava e sentia-me culpada e zangada por estar a faltar ao trabalho e não tive grande ajuda da entidade patronal. Mas não conseguia sair, a minha cabeça parecia estar derretida, o cansaço era imenso, e voltei ao médico e a uma medicação mais forte com muito descanso no fim de semana.

Felizmente estou mais tranquila, voltei ao trabalho mas agora noto que tenho um rótulo, não me agrada, mas não me vou sentir culpada, até porque supostamente ainda devia estar a descansar mas enfrento o dia como forma de ir recuperando aos poucos.

 

Por isso, julgo que não temos que explicar mais do que aquilo que sentimos e dizer à outra pessoa que compreendemos que não entenda mas que não lhe desejamos que tenha esta experiência na vida. Pedimos apenas respeito, pois pode acontecer a qualquer um.

 

 

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(imagem daqui)

Setembro 21, 2020

Quando comecei a tomar atenção à minha respiração, comecei a sentir-me pior. "Como assim? "perguntam vocês.

Um dos passos, o mais óbvio de todos, é respirarmos para acalmar, para abrandar o ritmo cardiaco, que numa crise sai disparado como se estivéssemos a correr. Pois. Mas a mim parece que em vez de me acalmar, ganhei o medo de ficar sem esse bem tão precioso e ficasse sem respirar. A respiração é tão automática que nos esquecemos dela. E acho que quando me lembrei que existia, pensei que podia perder o controlo de ficar sem ela e quando acontecia tinha que me alienar daquilo para não me sentir mal e despoletar outra crise.

É. Sou um ser estranho.

Portanto, sabendo bem que a nossa mente é traiçoeira tive que alterar o pensamento e dizer que respirar é a melhor coisa que posso ter neste momento, pois diz-me que estou viva e que me vai ajudar a sentir melhor.

Nem sempre consigo. Todo este processo não é fácil mas alterar o nosso mindset é caminho andado para a "cura".

 

Não tenho nenhuma fórmula para fazer esta respiração. Ajuda-me imenso deitar de barriga para cima, colocar uma mão no peito e outro na barriga e sentir o ritmo cardiaco e a movimentaçao do diafragma. Mas nem sempre dá para ser assim. Inspirar e expirar fundo com firmeza também ajuda. Ou só respirar fundo. Basicamente é respirar tranquilamente. Se houver uma brisa fresca também sabe bem. Fechar um bocadinho os olhos e dizer que está tudo bem.

 

respirar.jpg

(daqui)

Setembro 20, 2020

Olá!

Estou ali ao lado como a Tótó mas decidi criar este blogue, com um outro intuito, que explico já a seguir. 

Pois bem, eu sofro de ansiedade e crises de pânico já há alguns anos, tenho sido sempre medicada e quando me sinto melhor vou fazendo o desmame, às vezes um bocadinho à bruta e passados uns meses corre mesmo muito mal.

Foi o caso deste mês. 

Em Maio tive uma situação complicada de saúde e armei-me em forte e tentei pôr ao máximo para debaixo do tapete. Uma das decisões foi de parar com a medicação porque mal não faz mas também não faz bem. E juntar tudo isso com a situação no trabalho que piorou depois do que me aconteceu, levou ao regresso dos ataques de pânico no trabalho, em casa, a desejar estar sempre em casa, comecei a ter pânico só de pensar a ter que ir a sítios e pronto, cá estou eu sem conseguir tolerar muito bem isto tudo outra vez.

Para além da medicação, faço terapia, mas ainda estou no início. As coisas estavam tão más que tive mesmo que procurar ajuda. E fica já o aviso, não somos fracos por pedir ajuda e isto mais vale ser logo no início e fazer as coisas como deve ser. Pois desta vez sinto-me mesmo esgotada, tenho dificuldades em suportar as situações do quotidiano, por mais simples que sejam e sinto-me muito mais fraca.

Estas coisas não matam mas moem e a longo prazo podem provocar outras maleitas. E eu não quero isso.

 

Por isso decidi criar este espaço,onde quero falar de ansiedade, principalmente de formas como mandá-la à m#$dinha, porque além de me ajudar, tenho a certeza que vai chegar a mais alguém e ficarei muito feliz por ajudar através da minha experiência. Portanto, quero aqui colocar idéias e conteúdos de como é possivel vivermos mais devagar, de tolerarmos as coisas menos positivas da vida, de aproveitarmos as pequenas coisas que nos acontecem, os momentos que temos connosco e com quem vale a pena, de criarmos mais empatia e solidariedade para o mundo.

 

Que sejamos um bocadinho mais felizes, slowly...é isso que mais importa.

 

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